terça-feira, 24 de junho de 2014

PRIMEIRO DIA


Primeiro dia:

Neste dia de São João
Inicio a jornada da GRATIDÃO.
Acendo velas e peço proteção,
Rogo por transformações
E decido revolucionar nesta jornada.
Minha proteção é Sagrada
E a minha intenção é regenerar.
Reverencio os antepassados
Agradeço por ter nascido nesta família
Agradeço a minha mãe
Por ter me gerado e me conduzido.

Por: Lucileyma Carazza

 - 100diasdeGRATIDÃO.

CEM DIAS DE GRATIDÃO


CEM DIAS DE GRATIDÃO

Com o rumo da vida, dos desafios e das dificuldades decidi revolucionar. De tanto ler, estudar, observar, silenciar e buscar incansavelmente o caminho do autoconhecimento tive a oportunidade de me conhecer de perto.

Muitos padrões comportamentais foram revistos e vivi conscientemente diversos ciclos (virtuosos e viciosos).

Diante da minha dificuldade de aceitação do passado e da falta de entrega ao presente, resolvi tentar por mim mesma. Quero me transformar em alguns aspectos sociais, emocionais, espirituais e materiais. Não vou fazer promessas, mas desejo do fundo da alma esta transformação.

Hoje iniciarei 100 DIAS DE GRATIDÃO. É o meu desafio para os próximos 100  dias. Tentarei colocar em prosa e poesia esta jornada diária. Não sei bem ao certo como vivenciarei esta experiência, mas, que seja feita a vontade de Deus em minha vida. Que ele me proporcione tudo àquilo que sou merecedora.

Que Jesus me acompanhe, me proteja e me ilumine. Namastê!


Por: Lucileyma Carazza

 - 100diasdeGRATIDÃO.

segunda-feira, 23 de junho de 2014

Prem Baba


Flor do Dia/ Flower of the Day - 23/06/2014
Prem Baba


“Em algum momento da jornada, você passa pelo confronto com a sua sombra. Mas, é importante que você saiba que ela é somente um aspecto da sua personalidade – ela não é a sua realidade final. Você não é o eu inferior; ele é somente um aspecto que precisa ser compreendido e integrado. Para isso, é preciso ter firmeza e determinação, mas também muita compaixão e paciência, pois esses aspectos também estão a serviço de te ensinar alguma coisa. Tudo é sagrado; tudo faz parte do jogo.”

INVERNO

INVERNO

Lua fria de inverno. Apesar de não gostar deste período, confesso que as noites de inverno são as minhas preferidas. Existe silêncio, beleza, sofisticação, mistério e magia. A Lua fica mais próxima da Terra, as noites são longas e até as estrelas realçam mais. Existe sempre aquela brisa a tocar as orelhas como se estivessem a conversar. As plantas ficam um pouco mais feinhas, mas, depois vem à primavera e tudo transforma.

Na verdade, esta é apenas uma introdução poética, para eu, na minha doce melancolia, me ater, à monotemática de sempre: o amor.

– É! Pela infinita vez, na minha finitude estou a recorrer a este tema e me expor. É que quando comecei a escrever, tive uma sábia professora, da turma de “Gente feliz que não incomoda ninguém”, que me ensinou que a exposição cura; e acredito fielmente nisso.

Não estou a falar sobre o amor incondicional, ou ágape. Estou a falar sobre o amor Eros. Aquele que nos tira do ventre, nos puxa pelo cabelo e nos atraem tanto.

No auge dos meus 38 anos nunca me senti tão inteira e sóbria. Nunca amei tanto assim. É suspiro, sussurro, uma conexão de mentes que me tocou infinitamente e profundamente. Nunca amei assim. Nunca senti tanto prazer em estar do lado de uma pessoa. De mundos opostos e de realidades distintas, nos amamos, nos admiramos e torcemos um pelo outro.

Aos olhos do mundo, este romance pode ter sido apenas uma ilusão.  Certamente, acho, que do pouco que vivemos, muita coisa foi uma ilusão sim, afinal, somos dois egos lutando pela sobrevivência. No fundo sei que este amor foi muito intenso em mim. É que sou uma romancista Shakespeariana e muito Cazuziana no me jeito de ser.

Este texto, provavelmente, é uma falácia porque não sei aonde quero chegar e o que quero provar, fato é que muita coisa mudou em mim. Não foi um amor correspondido à altura que sonhei, mas foi intenso e verdadeiro em seus momentos. Em seus braços me realizei como mulher, senti muita paz, a espiritualidade sempre nos acompanhou, tive medo e desejei ser sua eternamente ao som de Cartola.

A mudança foi profunda, ao ponto, da raiva cega e branca não me atacar mais. Confesso que sinto um pouco de falta desta raiva, porque certamente, com ela, já teria te esquecido... Justamente, este é o ponto: MUDANÇAS.

Não sou mais a mesma mulher. Tenho um mundo a conquistar e a serenidade para me guiar neste caminhar. Meu amor por você vai ser eterno, nosso encontro, nesta vida, foi breve, mais sabemos bem quem SOMOS e o que significamos na vida um do outro.

Como estudiosa da vida, sei que nossos pensamentos nos conduzem e que a felicidade é uma escolha. Hoje me liberto do que me causa dor e acolho este sentimento. Nossas escolhas, assim como nossas vidas, são opostas, e talvez, esteja confusa por tudo estar remexido em mim. Internamente não sou mais a mesma, mas certamente me amo mais. Tenho a convicção que ISSO TUDO VAI PASSAR, que SEMEAREI NOVOS CAMINHOS e que COLHEREI BELOS FRUTOS.

Estou aberta para vida, sedenta de novas aventuras e um porto seguro a conquistar. Rogo por tranquilidade, simplicidade de vida e muito amor no coração. Sinto muito por tudo que não deu certo entre nós. Deixo a sua parte com você e sigo com a minha.

Não sei bem ao certo quem eu sou, mas sei que estou melhor assim. Você contribuiu para este renascimento. Tudo é novo em mim. Finalmente, me libertei, pois, consigo ver graça no inverno e a esperança não me abandona mais.

É a hora de seguir em frente, viver no presente, um dia após o outro como se não houvesse amanhã. É a pratica do desapego do passado, da melancolia. É superar um dia após o outro, agarrada ao que de fato é verdadeiro, sem as máscaras do ego.

De hoje em diante, apegarei ao presente da VIDA, com muita gratidão. Praticarei os ensinamentos de Cristo e lutarei com garras de onça para ser feliz todos os minutos da minha vida. Estou entregue. Esta é a minha escolha consciente e plena.


Por: Lucileyma Carazza

domingo, 22 de junho de 2014

ACEITAÇÃO E GRATIDÃO

ACEITAÇÃO E GRATIDÃO


"Aceito esta vida abundante com alegria, prazer e gratidão, pois sou merecedor. Eu a aceito e sei que é verdadeira. Sou grato a Deus por todas as bênçãos que recebo."

Louise Hay

- Ana Jácomo - Ser sensível


Ser sensível nesse mundo requer muita coragem. Muita. Todo dia. Esse jeito de ouvir além dos olhos, de ver além dos ouvidos, de sentir a textura do sentimento alheio tão clara no próprio coração e tantas vezes até doer ou sorrir junto com toda sinceridade. Essa sensação, de vez em quando, de ser estrangeiro e não saber falar o idioma local, de ser meio ET, uma espécie de sobrevivente de uma civilização extinta. Essa intensidade toda em tempo de ternura minguada. Esse amor tão vívido em terra em que a maioria parece se assustar mais com o afeto do que com a indelicadeza. Esse cuidado espontâneo com os outros. Essa vontade tão pura de que ninguém sofra por nada. Esse melindre de ferir por saber, com nitidez, como dói se sentir ferido.

- Ana Jácomo -

Únicos


Únicos

devemos ser amados pelas qualidades
talentos aparência
também pelos erros faltas e defeitos
pelo simples fato de sermos
nós mesmos


*líria porto

sábado, 21 de junho de 2014

Lua VAZIA


Lua VAZIA
SINCRONIA

Os ânimos estão conturbados demais para ser seguro andar pela rua neste sábado à noite de Lua VAZIA.

Há quem goste de se perder nos labirintos da noite, há quem ache que isso serve para encontrar-se. Realmente, tudo é possível, mas as probabilidades são mínimas, tudo está posto para perder-se sem perspectiva de encontrar-se.

Melhor recuar e ficar no abrigo de terreno conhecido, e mesmo nesse abrigo tomar cuidado para não cutucar a cobra com vara curta, levantando temas polêmicos ou fazendo comentários irônicos que consolidariam conflitos densos.


Autor: Desconhecido

quarta-feira, 18 de junho de 2014

MUDANÇAS


MUDANÇAS

Conhecer-se em essência é um caminho sem volta. O tempo passa e diante das experiências sinto cada vez mais a necessidade de silenciar, observar, ser invisível e reconectar.

Silenciar é descobrir quem somos verdadeiramente e deixar de ser guiado pelo ego, pois, os ruídos constantes e agonizantes dele, nos levam para longe de nós.

O silenciar e o despertar não são imediatos, mas, nos levam a enxergar com a consciência de que não há necessidade de seguir o ego. É deixar o desejo do ego passar e sentir a vida em sua plenitude e simplicidade.

O ego é a ruína e a ambição mental de ser o dono da verdade, do espaço e da razão. É um desejo incontrolável de conduzir.

Neste processo percebo que ainda caio nas armadilhas do ego e de todos os ciclos viciosos existentes no meu seu.

É hora de reconectar, desentupir os pensamentos, perdoar o passado, parar de buscar e lutar por objetivos reais e simples.

Desintegrarei os ciclos viciosos existentes e reverterei em ciclos virtuosos. Estou plena e no presente.

Por: Lucileyma Carazza



AQUIETAR


AQUIETAR

É hora de descansar
Perdoar o passado
Libertar-se da busca constante.
Viver no presente
Agradecer toda a vivência
Entregar-se à insignificância.
O ciclo vicioso do ego
Ainda me atormenta
Em uma escala mínima.
Paro, sinto, reflito, arrependo,
Peço perdão e me liberto.
Estive congelada
E quero o descongelamento da vida.
Em estado de gratidão
Reverencio o aprendizado
Estou no meu caminho
Seguirei o movimento da vida.
Não carregarei mais a mente
Calarei a minha ambição mental
De ser a dona da verdade.
Sou a consciência que observa o corpo
Chega de distorções, ilusões e crenças
O silêncio é a prioridade da vida
Projetarei consciência no caminho que percorrer
Desprenderei da pretensão de ser
O que não sou.

Por: Lucileyma Carazza



PARA QUE OS LOUCOS CONFUNDAM OS SÁBIOS

PARA QUE OS LOUCOS CONFUNDAM OS SÁBIOS

Se eu pudesse condensar tudo o que é belo, todos os mares, o céu, as estrelas, se pudesse comprimir de tal forma que coubessem em palavras e traduzisse em textos que expressassem com fidelidade cada movimento de vida, cada brisa, cada expressão humana, cada emoção capturada em frases, ainda assim, não seria suficiente.

Mesmo que eu tivesse a palavra ideal para cada situação, pudesse dizer exatamente o que fazer diante das “peças” que a vida prega, conselhos perfeitos para gente tateando no escuro, confusas, ainda assim, seria muito pouco.

Eu poderia compor músicas que invadissem a alma e ajudasse a organizar mentes inquietas, diminuir ruídos, sons com poder de acalmar, despertar, conduzir pensamentos para dimensões de silêncio, mesmo que fosse assim, faltaria muito.

Há os que se expressam pela via da arte, da pintura, das imagens mágicas que retratam o mundo em pinceladas, um momento, uma cena fixada no tempo a partir do olhar único e talentoso do artista, uma nova perspectiva que pode emocionar e, por mais fundo que toque, não é o bastante.

Dentro de cada humano existe uma dimensão que não pode ser acessada pelo intelecto, nem pelas emoções, tampouco pelo conhecimento. Um espaço em nós aonde as palavras se esvaziam, as imagens diluem e todo conhecimento se transforma em códigos indecifráveis, inúteis, sem nenhuma servidão.

Nesse lugar, nossas perguntas, por mais serias que sejam, se apequenam, sem necessidade de respostas, argumentos ou explicações de nenhuma natureza. É o ponto aonde todas as dores se calam e os caminhos clareiam.

Se eu pudesse traduzir todos os sons do universo, cada imagem, cada movimento e aplicasse um sistema de pensamento que desvendasse tudo o que nem a ciência imagina, se eu fosse capaz de aprofundar consideravelmente todos os enigmas da filosofia e os mistérios da teologia, ainda assim serviria para pouco.

Dentro de cada humano existe uma dimensão que jamais será acessada pelos caminhos do ego ou por qualquer ferramenta mental. É a dimensão do incognoscível, da alma, do espírito que não se impõe, mas observa, que aprende a ouvir, calar, ser grato, consciente diante do que é.

Cada movimento da vida deve nos levar para essa dimensão e cada experiência contribui para que aprendamos a descansar nela, onde tudo é claro, tudo é paz, tudo é.

Para que ninguém se glorie em si mesmo, para que os loucos confundam os sábios, para que cada humano veja e entenda de fato do que é feito.

Por:  Flavio Siqueira


terça-feira, 17 de junho de 2014

SUPLICA


SUPLICA

E surge uma vontade de me calar para o mundo e me tornar invisível. A loucura me assombra, os ombros estão pesados e o cérebro acelerado.
Se a raiva é proporcional ao tamanho do meu amor, sinto e tenho a convicção que amo e não sei como reverter e transformar este processo ainda.
Estive paralisada e quero me libertar deste apego torpe, que tanto me suga energias.
Faço parte de uma geração de mulheres que não sabem amar e que lutam em nada dar. Um congelamento destrutível e avassalador, do qual necessito me libertar.
Perdoo o passado e reverencio o fato de ter sido presenteada com a vida.
Agora preciso lutar e romper. Rogo pela energia vital das minhas ancestrais e aceito.


Por: Lucileyma Carazza

MELANCOLIA



MELANCOLIA

É a falta do olhar, do reconhecimento e do acolhimento. A falta do colo. A carência de um buraco que jamais será preenchido.

A agressão veio da pirraça, da cegueira de um ego doente que ocasionou a estagnação dos sonhos e da vida.

Fiquei completamente desprotegida. Fui violentada e me senti humilhada. Perdi a ingenuidade, passei por dificuldades e não fui protegida. Parti para o mundo com o sentimento de culpa e muito ressentimento, fujo da minha essência e me entrego ao mundo das conquistas.

Presa em uma imagem que a vida me proporcionou. Existe muita dor, arrasto este sentimento inconscientemente, caio em lágrimas e sempre perco o sono.

Luto pela sobrevivência e quero ser valorizada e muito reconhecida. A opinião das pessoas que amo, muito me interessa. Sou uma mulher forte e que merece ser respeitada.

O acolhimento surge com o desabafo. Procuro incansavelmente demonstrar que sou digna e casta; e assim, em meio ao caos, retorno a imagem da infância, que se repete através de um ciclo vicioso, registrado na adolescência e que ainda me sufoca.

Preciso reverenciar os antepassados, perdoar o ocorrido, viver no presente e acreditar em minha força interior.

O reconhecimento está em mim, e não vem do outro. Hoje, transbordo em lágrimas que transformam. Permitirei ficar triste, acolherei a minha dor, vou morrer porque necessito renascer.

Reconecto com a vida! Estou inteira e plena. Não preciso conquistar, pois, possuo o dom de gerar e não abdicarei mais a minha essência.

Sou uma mulher com inúmeras virtudes, que vez e outra, se depara com alguns demônios da alma. Me liberto da culpa e da carência. Perdoo o passado. A minha voz interior se manifesta: não foi minha a culpa de tamanha agressão.

Minha força vital está restabelecida e posso seguir adiante. Possuo o dom da escolha e quero um lindo jardim. Tenho o dom da VIDA, a qual esteve adormecida em mim.


Por: Lucileyma Carazza

A RAIVA É PROPORCIONAL AO TAMANHO DO SEU AMOR.


POR: PAULA JÁCOME

segunda-feira, 16 de junho de 2014

ANDORINHAS


Sempre há andorinhas por onde eu vou!

 


ANDORINHAS

Amo os peixes e os bichos da água
Amo as aves e os bichos do céu
Amo as flores e os seres da Terra.
Tudo o que vive e se move nela.


Há sempre andorinhas por onde eu vou
Brincam no vento, nas asas do amor
Amo a vida em toda a extensão.
Há um São Francisco em meu coração.



As pessoas, as plantas e os animais
São canteiros do mesmo jardim
Querem a alegri, o amor e a paz
Ao beijo da vida todos dizem sim.

SANTOS


SANTOS

Quando criança me deparei com uma Tia rezando para o tal Santo Antônio. Ela me explicou que ele era o santo casamenteiro e que estava rezando para arrumar um namorado.

- Curiosa, perguntei: O que é Santo?

Ela me explicou que as pessoas santificadas pela Igreja Católica eram pessoas muito boas que viveram na Terra. Que pelos seus atos de bondade estavam mais próximo de Jesus, e que, quando oramos por estes santos eles nos prestavam uma ajudinha junto a Jesus. Disse também, que Santo Antônio gostava de celebrar casamentos e unir as pessoas para que vivessem em comunhão conjugal pelo resto da vida. Santo Antônio não gostava de ver as pessoas sozinhas.

Naquela época, ela me aconselhou a arrumar um santo de devoção, o qual deveria encontrar com o coração, pois, existem milhares de santos e que cada Santo possuía um dom.

Fiquei pensando sobre aquilo, não sabia o que era “santo” e como arrumaria um santo de devoção com o coração?

Na mesma época, fiz a minha primeira viagem sem os meus pais. Foi uma excursão escolar para conhecer a cidade de São João Del Rey. Mal sabia que São João, antiga capital de Minas Gerais, era uma cidade histórica velha, cheia de cemitério e igrejas. Foi traumatizante. Na minha doce infância nunca havia entrado em um cemitério e não imaginava que as pessoas morriam e iam parar debaixo da terra.

Chorei, esperneei e pirracei. Fui socorrida pela tão querida Tia Júnia, que me levou para frente da Igreja de São Francisco de Assis e ficou ali comigo, até eu conseguir superar o meu medo. Ela me explicou sobre Aleijadinho, sobre os anjos, sobre os cemitérios, morte e sobre a história do tal São Francisco. Tirei muitas fotos, naquelas máquinas antigas que possuíam filme, daquela igreja e da Maria Fumaça também.

Quando retornei e reencontrei a minha tia, disse a ela que já possuía um Santo de devoção e que ele era: São Francisco de Assis, pois, ele curava as pessoas enfermas, alimentava os pobres e era o protetor dos animais.

Na minha crença particular, todas as vezes que via um animal doente colocava o São Chico de cabeça para baixo de castigo. Essa atitude ritualística ficou tão enraíza, que até hoje, quando vejo um animal doente, coloco ele de cabeça para baixo.

Com o passar dos anos, chego à conclusão que preciso arrumar outro santo de devoção. É que esta solteirice anda me incomodando e talvez seja a hora de pedir uma ajudinha para o tal santo casamenteiro.


Por: Lucileyma Carazza

AINDA

AINDA

A vergonha me acompanha
Talvez seja por motivo torpe
O coração foi entregue,
Retalhado e repelido
Pelo mal da falta de compostura,
Da falta de ética e de amor.
Certas pessoas têm um dom estranho
De implicar, apontar, enganar
E roubar a felicidade alheia.
Esta falta de amor me atormenta
São corações desesperados, amargurados
Em busca de aceitação e acolhimento...
O bem e o mal estão no humano
A maldade existe em mim
Assim como a bondade.
A dualidade é o grande arbítrio
E a maior prisão.
Cabe a mim alimentar a opção
Quanto mais conscientizamos
Mais nos libertamos
E dói reconhecer
Que ainda caio nos mesmos erros
Que ainda possuo defeitos que preciso superar
Não rogo pelo caminho da perfeição
Suplico a Deus a sabedoria
De não machucar ou torturar um ser humano...
Seja em palavras ou em atitudes
O fardo de prejudicar,
Magoar e enganar o próximo
É muito grande


Por: Lucileyma Carazza

VAZIO


VAZIO

Da alma e da vida
Talvez seja a transformação
Ou a aceitação que sou aquilo que atraio

As costas pesam
O coração não acredita
O cérebro tranqüiliza

Ouço as vozes de sempre
E me responsabilizo
A tristeza percorre

A imperfeição me consome
A morte me assombra
E o desejo de lutar surge

Mudar o padrão
É questão de sobrevivência
De renascimento

É hora de partir para o Mundo
Reverenciar a vida
Recomeçar

As escolhas existem
E não adianta morrer para o Mundo
Esperar comprometimento
E suplicar por afeto

Rogo por mudanças
Recomeço em meio ao caos
Agradeço a vivencia

Mudarei o percurso
Cicatrizarei as feridas
A voz de sempre me aconselha:
É melhor ser ferido que ferir
Saia deste padrão vibratório
Force um sorriso na face e renasça!


Por: Lucileyma Carazza

DESPERTAR



DESPERTAR

O desconforto das críticas
A incapacidade de mudar a realidade
Do fracasso das conquistas
O desejo da morte e o apego à vida.
A entrega ao desejo e à prática do desapego
“Lágrimas fogem de mim” é a cura da ferida da alma
Me entrego à morte e vivo o luto
As “brumas” se abrem em contato com a natureza
Chega de pirraçar por lacunas e crises existenciais
Nunca quis ser compreendida, e sim, livre!
Lua cheia que guia e transforma
Vejo o oculto da alma e o sombrio da vida
Enfrento o pior que existe em mim
Todos os meus defeitos e ciclos viciosos
Liberto daquilo que paralisa a vida
Sinto que sou capaz de ser a provedora
O sol brilha e desperta
As andorinhas cantam alvoroçadas
Renasci do umbral da alma
Das cinzas como a ave mitológica
Estou no meu caminho
Livre de vícios e de ciclos viciosos
Conquistarei a vida
Meu legado vai ficar registrado na história.

Por: Lucileyma Carazza